Recapear é aplicar uma nova camada de asfalto sobre o pavimento existente. Resolve bem quando o problema está na superfície. Quando o problema está na base, o asfalto novo repete os mesmos defeitos em pouco tempo.
Sinais de problema só na superfície
- Desgaste e perda de agregado: o asfalto fica áspero, solta pedrinhas, mas não afunda.
- Trincas isoladas: fissuras finas e separadas, sem formar malha.
- Asfalto ressecado: cor acinzentada e aspecto quebradiço, sem deformação.
Nesses casos, costuma bastar fresagem (retirada da camada antiga desgastada) e nova camada de CBUQ, ou a nova camada direto sobre o pavimento.
Sinais de problema na base
- Trincas interligadas, em forma de malha (o chamado "couro de jacaré"): sinal de fadiga do pavimento, muitas vezes com a base cedendo.
- Afundamentos, principalmente na faixa onde passam as rodas.
- Buracos que voltam no mesmo lugar depois de tapados.
- Água parada onde antes escoava.
Aqui, só recapear não resolve: as trincas da camada de baixo sobem para a camada nova. O caminho é abrir o trecho, refazer a base e a drenagem que falharam e só depois aplicar o asfalto.
Os nomes desses defeitos seguem a norma DNIT 005/2003-TER, que padroniza a terminologia de defeitos em pavimentos flexíveis.
Tapa-buraco, recapeamento ou reconstrução
- Remendo (tapa-buraco): para defeitos pontuais, em pavimento que no geral está bom.
- Recapeamento, com ou sem fresagem: quando o desgaste é geral mas a base está firme.
- Reconstrução do trecho: quando a base cedeu. Pode ser só nos trechos afetados, com recapeamento no restante.
Muitas vezes a solução certa mistura os três na mesma obra.
Para o síndico ou a administradora
Antes de pedir orçamento, vale ter fotos dos piores trechos, a área aproximada e a informação de onde a água para quando chove. Com isso, a vistoria é mais rápida e as propostas ficam comparáveis, porque todas partem do mesmo diagnóstico.